Braga foi um caso de amor à primeira vista. Não gosto de fazer essas comparações, mas arrisco a dizer que ela foi uma das minhas cidades preferidas em Portugal. E olha que eu me apaixonei por várias! Por não imaginar que eu iria gostar tanto de lá, programei apenas um bate e volta a partir de Porto, sendo que minha principal intenção nem era conhecer a cidade, mas o Santuário do Bom Jesus do Monte. Tudo bem que o Santuário era tudo o que eu esperava, mas foi Braga que realmente me surpreendeu. Apesar de ser uma das maiores cidades de Portugal, ela tem jeito de cidade pequena. O que me encantou foi justamente esse clima, mas o que me ganhou de vez foram as inúmeras ruas para pedestres. Tem coisa melhor do que poder andar pelo centro de uma cidade sem se preocupar com os carros e podendo admirar a arquitetura com toda liberdade? Eu amo!
Desembarcamos no terminal de comboios pela manhã e só precisamos andar poucos metros para atravessar o Arco da Porta Nova, que já foi a entrada principal da cidade. Ao seu lado está a única atração de Braga que nos tirou da rua por alguns minutos: o Museu da Imagem, um espaço dedicado à fotografia. Além das exposições fotográficas, vale a pena entrar simplesmente para conhecer o prédio. A fachada é de uma construção do século XIX e o interior é uma antiga torre medieval.
Para ficar ainda melhor, a entrada é gratuita!
Continuamos nossa caminhada pela Rua do Souto, uma das ruas exclusivas para pedestres. Só circulam por ali carros transportando mercadorias e apenas em horários restritos. Passamos pelo Largo do Paço e por vários outros cantinhos que mereciam uma foto. Para onde quer que eu olhasse, Braga me surpreendia pela sua beleza. As ruas já estavam decoradas para sua maior festa, a Semana Santa de Braga, um dos principais eventos religiosos de Portugal.
Nosso primeiro destino era a Avenida da Liberdade, de onde partem os ônibus para o Santuário do Bom Jesus do Monte. A avenida é uma das principais da cidade e é bem comercial, cheia de lojas, prédios bonitos e jardins. Como ainda era inverno, as árvores estavam secas, mas imagino que a rua deve ficar ainda mais bonita quando as árvores estão verdinhas e os jardins floridos (uma rápida pesquisa de imagens no Google me deixou morrendo de vontade de voltar na primavera).
Quando voltamos do Santuário, fomos para a Praça da República, que se estende pela Avenida Central, ao ladinho da Avenida da Liberdade. E, vejam só o que aparece no lado esquerdo da primeira foto, lá em cima! Ele mesmo! Da praça é possível avistar o Santuário e sua escadaria!
Depois de ficarmos sentados vendo a vida passar e de lanchar em uma lanchonete da Praça da República, saímos andando pelas ruelas de Braga. Até tentamos nos guiar pelo mapa, mas logo nos perdemos vimos que não valia a pena e nos deixamos levar. A cada esquina eu me deparava com alguma construção que me deixava curiosa, mas nosso tempo era pouco, então só andamos pela cidade. Sem contar que já estávamos nos últimos dias da viagem, quando a gente já não faz questão de entrar em mais uma igreja ou em mais um museu, sabe? Essa fase pós euforia é legal porque ficamos com menos peso na consciência quando nossa vontade é simplesmente ficar sentado no banco de uma praça.
Já estávamos quase indo embora quando eu li no guia sobre o Jardim de Santa Bárbara, na parte de trás do Largo do Paço, pelo qual ainda não tínhamos passado. E ainda bem que eu não arredei o pé enquanto não fomos lá! O Jardim acabou sendo o meu lugar preferido em Braga! Imaginem só: um jardim lindo e bem cuidado rodeado por uma construção medieval num lugar super tranquilo da cidade. Tem como não amar? Eu poderia passar horas ali apenas alimentando meus olhos com aquela paisagem. Se eu morasse em Braga, com certeza iria adorar sentar nesse jardim para ler um livro. É um pedacinho da minha visão de felicidade.
E foi lá que descobrimos o Café Lusitana, sobre o qual já falei no post sobre os Doces de Portugal. Como se não bastassem o ótimo atendimento e os preços mais que razoáveis, o café já valeria a pena nem que fosse pela vista. Mas, já que você está ali, por que não provar a tíbia, um doce típico de Braga?
No caminho de volta para terminal, onde nosso comboio que nos levaria a Porto nos aguardava, uma sequência de praças nos convidava a sentar e não fazer nada além de contemplar os prédios ao redor.
Confesso que foi difícil me despedir de Braga. Sim, um dia é suficiente para percorrer sua parte turística quase por inteiro (coisa que nós não fizemos, pois faltou ver muita coisa), mas é pouco para conhecê-la de verdade, para descobrir seus segredos, aproveitar seus encantos. Se eu tivesse a oportunidade de morar em Portugal por um tempo, já sei para onde iria. Iria para a linda Braga!
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Por isso tudo e muito mais escolhi viver em Braga.
Excelente escolha, Luiz!
Oi Camila,
nossa, comigo aconteceu a msm coisa. Eu ja gostava de Braga pelas fotos que via na net e qdo cheguei la me apaixonei. Fui a Braga várias vezes e certamente moraria lá. Espero voltar no ano que vem!
bjs
Tem cidade que nos encanta sem a gente nem entender bem o porquê, né? Eu também adoraria voltar a Braga!
Camila
Um dia destes vou ter que ir passar um fim-de-semana em Braga… :-) …
Beijos!
Ah, Margarida… E pensar que você pode ir a Braga em qualquer fim de semana… Aproveite! Eu bem queria estar no seu lugar! :-)
Beijos!
Camila,
Comigo aconteceu também esta paixão por Braga, quando estive lá há um ano. Gostei tanto que desisti de ir para Bom Jesus do Monte, passando o dia todo na cidade. A Praça da República estava toda enfeitada para a festa de São João, que ocorreria alguns dias depois. Se fizer nova viagem ao norte de Portugal, certamente retorno a Braga!
Que legal saber que não fui a única, Marcelo! Na próxima vez a gente não vacila e já reserva mais tempo para Braga! :-)